Campanha da Fraternidade 2009
TEXTO BASE
INTRODUÇÃO
CF e tempo da quaresma
Oração, jejum, esmola, penitência e conversão
Vida comunitária
Escuta da Palavra
Participação nos Sacramentos
Fraternidade e segurança pública
Fortalecimento do espírito quaresmal
OBJETIVO GERAL
Suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos .
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 – Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz.
2 – Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns.
3 – Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência.
4 – Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa.
5 – Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz.
6 – Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança.
7 – Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência.
8 – Apoiar as políticas governamentais valorizadoras dos direitos humanos.
O texto utiliza o método VER, JULGAR e AGIR, consagrado pela Ação Católica, que tem se mostrado adequado para a missão profética da Igreja a partir da Campanha da Fraternidade.
PRIMEIRA PARTE
VER
VIDA SEGURA
A identidade nacional e a violência
(In) segurança objetiva versus (in) segurança subjetiva
Segurança humana e segurança pública
A REALIDADE HUMANO-EXISTENCIAL
Ser humano – ser histórico
Realidade:
* Social
* Política
* Econômica
* Cultural
* Religiosa
RELAÇÕES HUMANAS
Envolve todas as dimensões da existência
* Afetiva, psicológica, espiritual, social, política, econômica, cultural, religiosa
* Modo de ser, de pensar e de agir
Realização de projetos, satisfação de interesses, necessidades, anseios e sonhos
Podem ser humanizadoras, mas também desumanizadoras
RELAÇÕES SOCIAIS
Dimensão social da existência humana
* Organização em comunidades
* A crise da modernidade – razão humana
* Permanência de valores que possibilitam novos caminhos
* Influência nos relacionamentos humanos
O CONFLITO
Entendendo o conflito
* Confronto entre duas posições diferentes que buscam a conquista da hegemonia
* Sadio – quando, para melhorar a vida das pessoas, revela a necessidade de algo novo
* Nocivo – quando, encarado de forma radical ou imatura, torna-se fonte de violência
As origens do conflito
* Interioridade da pessoa humana
* Hierarquia de valores
* Não satisfação de necessidades pessoais e comunitárias
Tipos de conflitos
* conflitos pessoais
* conflitos familiares
* conflitos sociais
Caminhos para superação
* Capacidade de diálogo
* Legitimidade de instâncias mediadoras
* Identificação do problema real
* Delimitação da questão
* Clareza de critérios de análise
* Distinção entre consenso e demanda
* Compromisso com as decisões tomadas
* Compromisso ético
Princípios para a concórdia
* o respeito à vida e à sua dignidade
* a prática da não-violência
* a prática da generosidade
* a defesa da liberdade de expressão e da diversidade cultural
* a preservação da natureza e seus recursos
* Plena participação das mulheres
* Respeito aos valores democráticos
A QUESTÃO DO MEDO E A PEDAGOGIA DO CONTROLE
As origens do medo
Origem natural
Origem sócio-cultural
* Problemas de ordem econômica
* Catástrofes produzidas pela ação humana
* Decorrente de discriminações
* Violência
* Imposição da sociedade e do mercado
* Pressão psicológica que gera violência simbólica
Origem religiosa
O medo como meio de controle da violência
* Punição e repressão ameaçadora – ARE
* Controle e manutenção – AIE
O medo como gerador da violência
A indústria do medo
OS DISCURSOS SOBRE A VIOLÊNCIA
A questão do ponto de partida do discurso
O discurso a partir do lugar social
* Por condição social
* Por condição geográfica
O discurso a partir do político-ideológico
Os bens materiais e a criminalidade
A PIRÂMIDE SOCIAL E A CRIMINALIDADE
A questão ética e o bem comum
* Sociedade elitista, materialista e consumista
* Distorção ética e discriminação social
A impunidade nas altas rodas do crime
* Prisões especiais e cadeias comuns
* Escândalos públicos e impunidade
* Opinião pública – esse rouba mas faz
O ECA e as medidas sócio-educativas
A maioridade penal
* Sistema prisional e aumento da criminalidade
* Respeito ao ECA e resultados positivos
* Violação
- Da Constituição do Brasil
- Regras de Beijing
- Regras de Riad
- Pacto de San José da Costa Rica
Foro privilegiado, prisão especial e imunidades
* Patrimônio e sociedade de privilégios
* Foro privilegiado
- Em alguns casos necessários
- Pode burlar a Lei e garantir a impunidade
* Perseguição contra os defensores da ética
* Crimes contra a ética, a economia e a gestão pública
Quem são os criminosos?
* Infração legal e moralidade
* Relação entre a Lei e os valores do povo
A desigualdade legislada
* Poder econômico, poder de mídia e controle dos poderes institucionais
* Legislação de privilégios que gera desigualdade
ENTENDENDO AS VIOLÊNCIAS
Tipos de violência
* Violência estrutural
* Violência física
* Violência simbólica
A violência no meio familiar
A violência contra o nascituro e sua mãe
Os meios de comunicação social
A violência e os grupos sociais
A violência do racismo
A violência no campo
A violência contra os povos indígenas
A violência no trânsito
A violência contra a natureza
A violência contra os defensores de direitos humanos
A violência policial e a violência contra policiais
VIOLÊNCIA, CORRUPÇÃO E INJUSTIÇA SOCIAL
Concentração de renda
Não satisfação das necessidades básicas
Exclusão social e violência
Escândalos e corrupção
Busca de justiça pelas próprias mãos, sem respeito às Leis
Luta pela igualdade social e caminhos de ilegalidade
A VIOLÊNCIA EXPLÍCITA
O universo das drogas
* Dimensão planetária
* Violência que se manifesta em toda a socieade
O tráfico humano
* Exploração sexual e trabalho escravo
* Principalmente onde não há emprego
A exploração sexual
* Prostituição infantil
* Discriminação da prostituição feminina
* Não condenação do lenocínio
A violência no mundo do trabalho
* Trabalho escravo
* Trabalho infantil
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SEGURANÇA
Políticas de Prevenção ao crime
* Prevenção primária – evitar o crime
* Prevenção secundária – reprimir o crime
* Prevenção terciária – recuperar a pessoa
Espaço de controle social e elaboração da política
* Diagnóstico, planejamento, execução , avaliação e estrutura organizacional
* Envolvimento dos poderes públicos e da sociedade civil
A responsabilidade da União, dos Estados e dos Municípios
* Investimento em políticas públicas e cidadania
* Cidadão: usuário de serviços e sujeito de deveres
* Segurança pública e cidadania
* SUSP – Sistema Único de Segurança Pública
* PRONASCI – Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania
O IML e a e a Polícia Científica
* Esclarecimento de processos policiais, judiciários e administrativos
* Necessidade de independência
* Sem condicionamentos institucionais, particulares ou políticos
Responsabilidade do Poder Público
* Encargos da União
* Órgãos da União
* Encargos dos Estados
* Órgãos dos Estados
* Encargos dos Municípios
* Órgãos dos Municípios
SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS
Promoção dos direitos humanos para garantia de segurança pública
Programas de mediação de conflitos
Prevenção, investigação, julgamento e prisão
Guardas penitenciárias e prisões adequadas
Ação policial, defesa da vida, o respeito à Lei e à dignidade humana, as diferenças culturais
SINAIS DE ESPERANÇA
A ação solidária e proteção social
A ação sócio-transformadora
A ação pastoral da Igreja
* Campanhas da Fraternidade
* Formação da consciência
* Estímulo à conversão
* Superação da justiça comutativa
* Pastorais sociais
TRABALHOS EM GRUPOS
Cada grupo deve ter um coordenador
Cada grupo deve ter um relator que anote as respostas dos participantes, represente o grupo no plenário e entregue uma cópia das respostas na Secretaria
O Grupo deve responder às perguntas:
1 - Quais os dois pontos apresentados no VER que foram mais importantes para nós?
2 - Quais os dois pontos da nossa realidade que não foram apresentados no VER mas devem ser considerados na CF 2009?
SEGUNDA PARTE
JULGAR
INTRODUÇÃO
A Igreja está ligada às pessoas, à sua história e aos acontecimentos que marca a sua vida
Iluminar a realidade
Mostrar caminhos para que o Reino de Deus aconteça na história
ILUMINAÇÃO BÍBLICA
Introdução
* O AT e a confiança no Senhor
* Deus salva os que nele confiam
* Fonte de segurança – o próprio Deus
O projeto de Deus
* Deus nos criou por amor e para o amor
* Comunhão em duplo sentido
- Com Deus
-Com o próximo
* A paz (SHALOM)
O pecado e a violência
* Pecado – fonte de violência
* Nega a ordem querida por Deus
O profetismo diante da violência
* Deus combate o violento e o aniquila
* Denúncia das causas da violência
* Protesto contra a violência
* Maldade: causa da deteriorização humana
A novidade do Evangelho
* Quebra a rede de ódio e de vingança
* Fazer-se criança
* Não desprezar nenhum dos pequenos
* Perdoar sempre
A comunidade cristã
* Não havia necessitados entre eles
* Comunidades acolhedoras
* A paz é fruto de novos relacionamentos
* Força renovadora da reconciliação
Paulo: o amor renova o mundo
* Transformar o mundo
* Renovação da mente
* Não se deixar vencer pelo mal
* O amor é a plenitude da Lei – compromisso com Deus que fundamenta o agir
* De perseguidor a instrumento de um mundo novo
FUNDAMENTOS CRISTOLÓGICOS
Introdução
* Ação evangelizadora – centralidade de Cristo
* Pessoa e mensagem de Jesus: critérios para a Campanha da Fraternidade
Príncipe da paz
* Enviado por Deus a todos
* Reconciliação da humanidade
* Vida marcada por sofrimento e perseguição
* Mistério da cruz
* Reconciliação como caminho para a paz
O mistério pascal
* Cruz: expressão maior do amor vivido
* Nada para si, tudo para os outros
* Tomar a cruz de cada dia
* Ter os mesmos sentimentos de Cristo
* Amai-vos uns aos outros
O mistério eucarístico
* Celebração da paz que vem pelo mistério pascal
* Exigências de comunhão e missão
* Reconciliação: compromisso com a misericórdia
* Força do Espírito Santo
* Realidades futuras - Vinde
Cristo é a nossa paz
* Dou-vos a minha paz
* Batismo: configuração a Cristo
- Todos se tornem de Cristo
- Emprenho no trabalho evangelizador
- Prática da caridade
* Crisma: força para o protagonismo
* Reconciliação: experiência do amor misericordioso
A MISSÃO DA IGREJA E A PROMOÇÃO DA PAZ
A paz contextualizada
* O mistério da Encarnação
* Convocação para a construção da paz
A paz positiva (Medellín)
* A paz é obra da justiça
* Tarefa permanente da comunidade humana
O poder como serviço
* Poder em vista do aperfeiçoamento do outro
* Igreja: perita em humanidade
* Igreja deve ser exemplo: Igreja samaritana
* Exigência do Serviço
CULTURA DA PAZ
A família: lugar de segurança
* Onde o ser humano aprende a ser verdadeiramente humano
* Experiência do perdão, da partilha, da correção, do acolhimento, do amor, das alegrias e tristezas
* Desenvolvimento de uma mentalidade em favor da paz
A caridade como critério de julgamento (misericórdia)
* Sermão da montanha – superar o ódio e a violência
* Perdão e misericórdia
* Postura de Jesus diante dos que erram
* Construção da pessoa
Não violência ativa, objeção de consciência e desobediência civil
* Recusa a agir contra a consciência
* Não violência: agir segundo outro critérios
* Confiança em Deus
Protagonismo histórico
* Assumir as responsabilidades atuais
* Protagonismo dos santos
* União de todas as pessoas, de todas as religiões
Decorrências éticas
* Fundamento do agir: valores do Reino
* Critério: Evangelho
* Superação do conceito de justiça
* Misericórdia, solidariedade e desejo de superação
* Não pagar o mal com o mal
* Renunciar a toda forma de violência
* Não colocar a solução nas armas
* Criar novos relacionamentos
* Solidariedade com as vítimas da violência
* Respeito pela dignidade das pessoas
* Luta pela conversão pessoal e de todos
* Trabalho evangelizador
TRABALHOS EM GRUPOS
Cada grupo deve montar uma oração sobre a segurança pública levando em consideração:
* Projeto de Deus
* Realidade local
* Palavra de Deus
* Momento penitencial
* Louvor e ação de graças
Organizar a celebração eucarística
* G1 – Acolhida e motivação
* G2 – Ato penitencial
* G3 – Hino de Louvor
* G4 – Preces comunitárias
* G5 – Apresentação das ofertas
* G6 – Ação de Graças
* G7 – Envio
TERCEIRA PARTE
AGIR
COMPROMISSO DE TODOS
Lutar contra as causas das situações que geram insegurança
* Centralização no econômico-financeiro
* Injustiça social
* Desvalorização da pessoa e da sua dignidade
* Pobreza, miséria, fome e exclusão social
* Educação de má qualidade
* Meios de comunicação social
* Individualismo e subjetivismo
A VIOLÊNCIA NA SUA REALIDADE PRÓXIMA
A realidade próxima e a “normalidade”
* Organização para desenvolvimento de projetos e ações
* Parcerias
* Com entidades da sociedade civil
* Com o Poder Público
AÇÕES EDUCATIVAS
Conscientização das famílias
Escolas públicas e particulares
Campanhas educacionais de conscientização a partir do Estado e da sociedade organizada
Campanhas educacionais a partir das dioceses e das paróquias
VIOLÊNCIA NÃO SE VENCE COM VIOLÊNCIA
Lógica do amor diante da violência
Novos fundamentos para as relações entre as pessoas
Importância da Evangelização
Mostrar a ineficiência da paz negativa
BUSCA DE UM NOVO MODELO PENAL
Mudança nos fundamentos do sistema penal
Denúncia da desigualdade legislada
Penas alternativas e responsabilidade social
Comissões de Justiça e Paz e Defesa dos Direitos Humanos
Reforma do Código Penal
APAC
Pastoral Carcerária
REDES SOCIAIS POPULARES
Grupos de reflexão sobre a violência
* Em geral
* Com enfoques específicos
Grupos de atuação
Articulação com o Poder Público
* SUSP e PRONASCI
* Projeto Nacional sobre o Álcool
Divulgar as Ouvidorias, Defensorias, Corregedorias, Ministério Público, Conselho de Direitos, etc.
RESPONSABILIDADE PESSOAL
Questionamento sobre as responsabilidades e atuações pessoais
Superação do ódio e da vingança
Evitar tornar-se causa de violência e de insegurança
DENUNCIA DOS CRIMES NÃO CONVENCIONAIS
Crimes contra a ética, a economia e a gestão pública
Não são violentos, mas causam violência
Conscientização sobre a gravidade deste tipo de crime e sua impunidade
Comitê 9840
Apoiar Projetos de Lei em prol da ética
Acompanhamento do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas
AGIR SOLIDÁRIO COM AS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA
Igreja samaritana
Servir a Jesus naqueles que sofrem
A caridade não se limita aos cristãos
Igreja e sociedade devem desenvolver iniciativas
Priorizar violência doméstica e violência urbana
AÇÕES NA ÁREA DE FORMAÇÃO
Educação voltada para a cidadania
Produção e distribuição de subsídios
Criar centros de formação
Formação de leigos e leigas
Formação na catequese, iniciação cristã e Pastoral da Juventude
Encontro para pais
Apoiar e fortalecer a família
Promover a Pastoral Familiar
Promover fóruns, seminários e congressos
Apoiar instituições católicas
Incentivar cursos de Pós graduação
Incentivar teses e pesquisas científicas
Atuar junto aos meios de comunicação social
Criar espaços na internet
Produzir filmes, peças publicitárias, programas de rádio e músicas
Resgatar documentos do magistério da igreja
Utilizar os meios de formação da Igreja
Formação para o clero e religiosos
OUTRAS AÇÕES
Serviços de caridade para com as vítimas da violência e seus familiares
Acompanhar e apoiar associações
Promover o diálogo com os Poderes Públicos
Organizar casas de acolhida
Pastoral de atenção integral à família
Privilegiar o tempo quaresmal como momento propício para a conversão
Fortalecer as pastorais sociais em geral e, em particular, a pastoral carcerária
Articulações e parcerias
Valorizar o diálogo ecumênico, inter-religioso e inter-cultural
Promover atos públicos
Constituir Comissões de Justiça e Paz e de Direitos Humanos
Criar o dia nacional de luta por segurança
Sugerir a instalação de um monumento pelas vítimas da violência
Aprofundar a presença pastoral nas populações mais frágeis
Desenvolver e difundir uma espiritualidade da não violência
Promover dinâmicas que levem ao perdão e à reconciliação
Lutar contra toda forma de violência e discriminação
Denunciar e combater toda forma de trabalho escravo, de tráfico de pessoas, de exploração sexual e de violência doméstica
Apoiar a pastoral da criança, do menor, da mulher marginalizada e os que trabalham com indígenas, quilombolas, ribeirinhos, sem-terra e sem-teto
Apoiar os que militam na política, na economia solidária, nas comissões de direitos humanos e nas relações internacionais
Trabalhar na prevenção ao uso de drogas
Acompanhamento aos usuários de drogas
Lutar pela erradicação da droga
Denunciar a criminalidade dos narcotraficantes
Incentivar programas de governos e entidades civis que atuam no combate às drogas
TRABALHOS EM GRUPOS
Grupo 1: A CF e a Paróquia
Grupo 2: A CF e as Escolas
Grupo 3: A CF e os MCS
Grupo 4: A CF e as Políticas Públicas
Grupo 5: A CF e as Parcerias
Grupo 6: A continuidade da CF
ORIENTAÇÕES PRÁTICAS
ORGANIZANDO E ANIMANDO AS CAMPANHAS
O que é uma campanha e como organizar?
- É uma atividade realizada durante um determinado período com certa intensidade
- Concentra esforços e recursos para sensibilização, informação e mobilização
Toda campanha tem três dimensões:
- Educativa – desperta o intelecto
- Sensibilização das pessoas – mexe com o sentido, com o coração das pessoas
- Mobilização – mexe com a cabeça, com o coração e desperta para o agir
Educativa
- Promove a disseminação de uma questão ou temática de relevância
- Visa conscientizar um maior número de pessoas
- Organizada em “idéias centrais” que são amplamente divulgadas
- Utiliza as mais diversas linguagens e formas de expressão e comunicação
- Lemas, cartazes, textos, músicas, material de rádio e tv etc.
Sensibilização
- Atingem as pessoas para que passem a aderir fortemente a determinada causa.
- As sensibilizações variam com o tipo de campanha e com os MCS
- Na CF, o convencimento vai ocorrendo de modo processual
Mobilização
- Busca quantidade de pessoas para participar, apoiar e contribuir com ações
- A ação decorrente expressa a consciência sobre a importância de modificar uma dada realidade
- Expressa também a adesão a uma causa e a solidariedade com o próximo
- A mobilização tem que considerar tanto a dimensão pessoal como a comunitária
- Dimensão pessoal
Expressa na mudança de comportamentos, atitudes e até de visões de mundo consciência sobre determinado aspecto da realidade
- A dimensão comunitária
Implica na articulação e coordenação dos esforços para mudança na realidade social
Etapas:
Planejamento– toda campanha precisa ser preparada
Lançamento – deve ser algo de massa.
Desenvolvimento – realização das atividades.
Coleta – forma concreta de solidariedade, com efeito educativo
Continuidade – fortalece pastorais, organizações e fundos
Avaliação – dos objetivos, dos meios e das atividades
Fonte: CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
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